Projeto de Lei Ordinária nº 85 de 2022

Identificação Básica

Tipo de Matéria Legislativa

Projeto de Lei Ordinária

Ano

2022

Número

85

Data de Apresentação

01/07/2022

Número do Protocolo

1626

Tipo de Apresentação

Escrita

Numeração

    Outras Informações

    Apelido

    Denomina o Centro Regional de Eventos

    Dias Prazo

     

    Matéria Polêmica?

    Não

    Objeto

    Denomina de “Maria Luisa Petrycoski” o Centro Regional de Eventos do Município de Pato Branco

    Regime Tramitação

    Regime Normal

    Em Tramitação?

    Não

    Data Fim Prazo

     

    Data de Publicação

     

    É Complementar?

    Não

    Origem Externa

    Tipo

     

    Número

     

    Ano

     

    Local de Origem

     

    Data

     

    Dados Textuais

    Ementa

    Denomina de “Maria Luisa Petrycoski” o Centro Regional de Eventos do Município de Pato Branco.

    Indexação

    Revoga a Lei nº 4680, de 8 de outubro de 2015, em decorrência de que a via não teve andamento no loteamento, e a homenageada é ícone do empreendedorismo em nosso município, família pioneira que merece destaque e agradecimento através desta homenagem nominando o Centro de Eventos que será um dos maiores da região Sudoeste do Paraná.
    MARIA LUISA CRESTANI PETRYCOSKI, através da sua biografia, a mesma faz jus a esta homenagem contando a sua história e a representatividade da família Petrycoski para o nosso município.

    Observação

    MARIA LUISA CRESTANI PETRYCOSKI


    Maria Luisa Crestani Petrycoski, filha dos agricultores Gaetano Crestani e Eugênia Scusiatti. Nasceu no dia 3 de junho de 1916, em Alfredo Chaves, município de Veranópolis, Rio Grande do Sul.
    Sua família tinha poucos recursos, assim sua vida foi sofrida.
    Conheceu na adolescência, numa missa dominical, em Nova Bassano-RS o jovem TheóphiloPetrycoski que estudava o ofício de “bandaro” - expressão italiana equivalente hoje à metalúrgica.
    Apaixonado, Theóphilo enviava cartas de Nova Bassano-RS para Guaporé –RS, evidenciando que assim que conseguisse um local para trabalhar se casaria com ela. Foi o que fez numa simples cerimônia na casa dos pais de Maria Luisa, em Guaporé-RS.
    O casal teve os filhos: Itelvina (em memória), Terezinha, Francisco (em memória), Genoveva Inês (em memória), Florentino, Jandira, Salete, Cláudio, Irani (em memória) e Valdir.
    No início da década de 40 o casal passou a residir numa casa de madeira bruta, ao lado de uma ferraria e funilaria, em Erebango, distrito de Getúlio Vargas-RS, que possuía cerca de 200 moradias.
    Acompanhando a movimentação de trens que passavam pela estrada de ferro Maria Luisa sonhava em ter vários filhos e levá-los, com o esposo, para um local com mais recursos numa fase em que a família começava a produzir artesanalmente fogões a lenha.
    A migração de moradores da vila Erebango, região de Erexim-RS, para o Paraná preocupava Theóphilo que percebia a consequente redução da clientela e compartilhava com a esposa sua preocupação.
    Em 1949 Maria Luisa concordou que ele fizesse uma viagem com Ernesto Barancelli para conhecer o Paraná. A ideia inicial era residir em Chopinzinho-PR e produzir suínos. Mas prevaleceu a visão de Maria Luisa que tinham quatro filhos (Tereza, Florentino,Jandira e Salete) e estava grávida do quarto (Cláudio) de que os filhos precisavam estudar.
    Em 1949 numa madrugada partiram para a Villa Nova, distrito de Clevelândia (hoje Pato Branco). A estrada era estreita e cortava imensos morros com precipícios em Santa Catarina, o que era motivo de temor. Nenê Pichetti conduzia seu caminhão e teve de pousar uma noite na estrada, afinal era impossível chegar em um dia no destino. O tempo bom tornou tudo mais fácil. A família Petrycoski viu que o sonho de um novo lugar envolvia outros gaúchos que também davam serviço aos caminhões de carroceria aberta com mudanças para o Paraná.
    Na Villa Nova - com cerca de 4.500 habitantes - foram acolhidos por Pedro e Zulmira Vieira. A família foi recepcionada com um agradável café. Em retribuição a hospitalidade o primeiro filho paranaense, Cláudio, teve o casal Vieira como padrinhos.
    Em 1950 a experiência em consertos de pequenos produtos de chapas laminadas, alumínio e cobre permitiu ao casal dar continuidade ao sonho de sobreviver podendo oferecer melhores condições de vida aos filhos.
    Assim com simplicidade e empreendedorismo criaram a Theóphilo Petrycoski e Cia Ltda., que atuava com funilaria e ferraria, a qual foi instalada numa casa de madeira bruta (tabuões) com dois andares, de aproximadamente 80 metros quadrados. Parte do piso era em chão batido e o restante em madeira. Num dos lados do pequeno barracão efetuavam consertos de fogões e no outro a produção e o comércio de formas, funis, tachos, materiais de construção, cerâmicas, utensílios domésticos.
    Contrataram o contador Leopoldo Keller para realizar as primeiras “escritas” da empresa. Naquela fase a própria família fazia o vinho, a cerveja e embutidos artesanalmente. Criavam galinhas, patos, porcos e bovinos para consumo. Maria Luisa cuidava do caixa da empresa.
    No mesmo ano a família reiniciou a produção semi-artesanal de fogões à lenha. Tudo foi difícil. Na época havia a completa carência de matéria prima, principalmente o aço, que era caríssimo, obrigando a busca de matéria prima em São Paulo-SP., esses materiais eram selecionados e reaproveitados; toda família participava do processo.
    Maria Luisa era uma pessoa introvertida, mas uma lutadora que prezava pela criação dos filhos e bem estar da família. Era uma vida extremamente desafiadora, sem água encanada e muitas vezes sem energia. Em 1957 Theóphilo sofreu grave acidente em Vila Bonita, ficando incapacitado ao trabalho por longo período.
    Momento de extrema dedicação a qual com tenacidade dedicava-se aos cuidados da família, dos negócios e do marido, algo que se evidenciou ao longo de sua trajetória de vida.
    Faleceu em 8 de agosto de 2012, deixando exemplo de vida para a nova geração formada por 40 netos e bisnetos. Permanecerá na vida de muita gente. Em cada árvore que plantou, em cada muda de grama e flor que cultivou, na igreja da Vila lzabel, familiares, amigos e comunidade lembrarão que foi aqui que o seu Mariano viveu e construiu sua história.
    Protocolo: 1626/2022, Data Protocolo: 01/07/2022 - Horário: 16:47:27