Projeto de Lei Ordinária nº 106 de 2024
Identificação Básica
Tipo de Matéria Legislativa
Projeto de Lei Ordinária
Ano
2024
Número
106
Data de Apresentação
13/06/2024
Número do Protocolo
1808
Tipo de Apresentação
Escrita
Texto Original
Numeração
- 106/2024
Outras Informações
Apelido
Adolfo Domingos Zolet-UBS Comunidade Independência
Dias Prazo
Matéria Polêmica?
Não
Objeto
Denomina de “Adolfo Domingos Zolet” a Unidade Básica de Saúde da Comunidade de Independência.
Regime Tramitação
Regime Normal
Em Tramitação?
Não
Data Fim Prazo
Data de Publicação
É Complementar?
Não
Origem Externa
Tipo
Número
Ano
Local de Origem
Data
Dados Textuais
Ementa
Denomina de “Adolfo Domingos Zolet” a Unidade Básica de Saúde da Comunidade de Independência.
Indexação
BIOGRAFIA
ADOLFO DOMINGOS ZOLET
Nasceu em 4 de agosto de 1925, no Município de Lagoa Vermelha, Distrito de Araçá, Estado do Rio Grande do Sul.
Com 5 anos, a família se mudou para Concórdia, Estado de Santa Catarina, ali conseguiu estudar até a terceira serie, sendo o mais velho de 08 irmãos.
Desde cedo trabalhou com a família na roça, plantando milho, feijão, batata doce, mandioca, entre outros alimentos.
Em Concórdia, também frequentou a catequese, e sob orientação principalmente da mãe se tornou católico fervoroso.
O pai e um dos tios abriram uma serraria para obter a madeira necessária para a construção de moradias.
Aos 18 anos foi convocado para prestar serviço militar, foi lotado em Curitiba, com muita dificuldade e dedicação, ali aprendeu a trabalhar na ferraria e veterinária, aprendeu a dirigir caminhão e fez curso para obter a carteira de motorista profissional
Casou com Carolina Andolfato, tendo 8 filhos, a primogênita se tornou irmã religiosa da congregação de São José.
Em 1947 se tornou professor numa escola primária, além de trabalhar também na agricultura.
Em 1952 se mudou para Pato Branco. A ideia inicial era montar uma serraria com os irmãos, porém um grave acidente na viagem mudou totalmente a pretensão.
Adolfo por muitos anos lecionou na escolinha em Independência – Escola Santo Antonio – muitas vezes com duas turmas, manhã e tarde; alguns alunos vindos de outras escolas, andando vários quilômetros a pé, alguns vinham a cavalo; ate podiam frequentar escolas mais próximas, mas eram um tanto rebeldes, dai o professor Adolfo dava um jeito.
O professor tinha uma paixão muito grande por matemática e geometria, porém sempre ensinava casos práticos, os problemas sempre versavam sobre acontecimentos do dia a dia da vida dos moradores do lugar. Não se tinha grandes enciclopédias, mas o livro Infância Brasileira continha tudo o que se precisava saber.
Seus alunos tinham grande respeito pelo professor, não eram necessários castigos (comuns naquela época), bastava uma palavra mais forte do professor todos mantinha silêncio. No sábado era o dia da limpeza, tinha 2 horas de aula, depois em mutirão todos os alunos ajudavam fazendo uma grande limpeza na escola e arredores.Na hora do recreio era uma festa só, com um campinho de futebol, o professor como técnico, os times eram mistos, meninos e meninas, todos divertindo-se muito.
Além de ficar com todo trabalho da casa, do moinho e também da roça, a esposa do professor Adolfo sempre preparava a merenda (na maioria das vezes chocolate quente).
Diariamente antes da aula era feita uma oração, regularmente cantava-se os hinos da bandeira, nacional e da Independência; naquele tempo era ensinado religião, civismo, sociologia além das disciplinas regulares; o respeito para com o professor e entre os alunos era obrigatório, não existia distinção de posição social ou cor. A maioria dos alunos eram filhos de descendentes italianos, muitos deles só sabiam falar italiano, assim, além de aprender a ler tinham que aprender a língua portuguesa.
O salário deixava muito a desejar, por um turno de aula a prefeitura pagava em torno de 60% de um salário mínimo, muitas vezes com atraso de meses; mesmo assim o professor se mantinha firme, com uma dedicação especial.
No final do ano, hora dos exames; chegava o carro da prefeitura com as professoras da cidade, muitas vezes vinha o Sr Carlos Jankoski junto, aplicar as provas de final de ano; praticamente todos tiravam notas ótimas, o professor exigia muito dos alunos.
Com o tempo o problema de visão foi se agravando, Adolfo passou a enxergar cada vez com mais dificuldades, com isso o professor foi obrigado a se aposentar.
Adolfo era exímio construtor, trabalhando em madeira; foram muitas as casas, pontes, galpões, que construiu; algumas ainda estão firmes mesmo com mais de 50 anos. Em 1990, já muito doente comandou a construção do maior pavilhão já feito em comunidades do interior.Sabia fazer desde baldes de madeira a casas com até 3 pavimentos, porão onde era guardado o vinho e o salame, o primeiro andar onde ficava a cozinha e despensa e a sala, ao segundo andar onde ficavam os quartos. Os móveis das casas, camas, mesas, cadeiras, guarda roupa eram poucos, na maioria das casas as roupas de cama eram guardadas em caixas tipo baús, as roupas de todo dia eram guardados sobre uma ripa pregada num canto entre duas paredes, sobre ela eram dobradas as roupas de trabalho; sobrava só a roupa de domingo para guardar no guarda-roupa. Fabricou também muitas carroças, tinha uma ferraria onde fabricava e reformava as carroças.
Além de casas, trabalhou construindo moinhos, serrarias, rodas d’água, soque de erva-mate; calculava com precisão a rotação necessária das rodas d’água e polias ligadas a correias, para cada tipo de atividade.
Tinha uma preocupação grande com meio ambiente, chegou a fazer parte de uma associação para coleta de sementes de árvores nativas, pois cada vez se tornava difícil ver um cedro, guajuvira, pinheiro, etc. A ideia era que após a coleta a prefeitura ou a associação produzisse as mudas para serem replantadas no município. Era radicalmente contra caça de qualquer espécie.
Aprendeu o ofício de mecânico no quartel e parte do próprio esforço, sabia tudo de mecânica de automóveis, se alguém tinha carro enguiçado chamavam o Adolfo para “dar um jeito”.
Tinha em casa um pequeno estoque remédios veterinários, por isso quando alguém tinha uma vaca doente podia recorrer aos remédios ali disponíveis, na maioria das vezes conseguia resolver o problema sem gastos maiores com a vinda de veterinário da cidade, sempre orientava a aplicação do remédio mas apropriado.
Era comum, mesmo cansado do serviço diário, Adolfo rezar o terço (de joelhos). Todos os domingos o terço era rezado na capela, na quaresma todas as noites era rezada a via-sacra. Não faltava uma missa rezada pelo Frei Policarpo, que atendia a capela de Independência. Muito devoto de Nossa Senhora, participou da Congregação Mariana por muitos anos. Com a abertura da igreja, Adolfo foi convidado a se tornar Ministro da Eucaristia; atuando fervorosamente até sua morte.
ADOLFO DOMINGOS ZOLET
Nasceu em 4 de agosto de 1925, no Município de Lagoa Vermelha, Distrito de Araçá, Estado do Rio Grande do Sul.
Com 5 anos, a família se mudou para Concórdia, Estado de Santa Catarina, ali conseguiu estudar até a terceira serie, sendo o mais velho de 08 irmãos.
Desde cedo trabalhou com a família na roça, plantando milho, feijão, batata doce, mandioca, entre outros alimentos.
Em Concórdia, também frequentou a catequese, e sob orientação principalmente da mãe se tornou católico fervoroso.
O pai e um dos tios abriram uma serraria para obter a madeira necessária para a construção de moradias.
Aos 18 anos foi convocado para prestar serviço militar, foi lotado em Curitiba, com muita dificuldade e dedicação, ali aprendeu a trabalhar na ferraria e veterinária, aprendeu a dirigir caminhão e fez curso para obter a carteira de motorista profissional
Casou com Carolina Andolfato, tendo 8 filhos, a primogênita se tornou irmã religiosa da congregação de São José.
Em 1947 se tornou professor numa escola primária, além de trabalhar também na agricultura.
Em 1952 se mudou para Pato Branco. A ideia inicial era montar uma serraria com os irmãos, porém um grave acidente na viagem mudou totalmente a pretensão.
Adolfo por muitos anos lecionou na escolinha em Independência – Escola Santo Antonio – muitas vezes com duas turmas, manhã e tarde; alguns alunos vindos de outras escolas, andando vários quilômetros a pé, alguns vinham a cavalo; ate podiam frequentar escolas mais próximas, mas eram um tanto rebeldes, dai o professor Adolfo dava um jeito.
O professor tinha uma paixão muito grande por matemática e geometria, porém sempre ensinava casos práticos, os problemas sempre versavam sobre acontecimentos do dia a dia da vida dos moradores do lugar. Não se tinha grandes enciclopédias, mas o livro Infância Brasileira continha tudo o que se precisava saber.
Seus alunos tinham grande respeito pelo professor, não eram necessários castigos (comuns naquela época), bastava uma palavra mais forte do professor todos mantinha silêncio. No sábado era o dia da limpeza, tinha 2 horas de aula, depois em mutirão todos os alunos ajudavam fazendo uma grande limpeza na escola e arredores.Na hora do recreio era uma festa só, com um campinho de futebol, o professor como técnico, os times eram mistos, meninos e meninas, todos divertindo-se muito.
Além de ficar com todo trabalho da casa, do moinho e também da roça, a esposa do professor Adolfo sempre preparava a merenda (na maioria das vezes chocolate quente).
Diariamente antes da aula era feita uma oração, regularmente cantava-se os hinos da bandeira, nacional e da Independência; naquele tempo era ensinado religião, civismo, sociologia além das disciplinas regulares; o respeito para com o professor e entre os alunos era obrigatório, não existia distinção de posição social ou cor. A maioria dos alunos eram filhos de descendentes italianos, muitos deles só sabiam falar italiano, assim, além de aprender a ler tinham que aprender a língua portuguesa.
O salário deixava muito a desejar, por um turno de aula a prefeitura pagava em torno de 60% de um salário mínimo, muitas vezes com atraso de meses; mesmo assim o professor se mantinha firme, com uma dedicação especial.
No final do ano, hora dos exames; chegava o carro da prefeitura com as professoras da cidade, muitas vezes vinha o Sr Carlos Jankoski junto, aplicar as provas de final de ano; praticamente todos tiravam notas ótimas, o professor exigia muito dos alunos.
Com o tempo o problema de visão foi se agravando, Adolfo passou a enxergar cada vez com mais dificuldades, com isso o professor foi obrigado a se aposentar.
Adolfo era exímio construtor, trabalhando em madeira; foram muitas as casas, pontes, galpões, que construiu; algumas ainda estão firmes mesmo com mais de 50 anos. Em 1990, já muito doente comandou a construção do maior pavilhão já feito em comunidades do interior.Sabia fazer desde baldes de madeira a casas com até 3 pavimentos, porão onde era guardado o vinho e o salame, o primeiro andar onde ficava a cozinha e despensa e a sala, ao segundo andar onde ficavam os quartos. Os móveis das casas, camas, mesas, cadeiras, guarda roupa eram poucos, na maioria das casas as roupas de cama eram guardadas em caixas tipo baús, as roupas de todo dia eram guardados sobre uma ripa pregada num canto entre duas paredes, sobre ela eram dobradas as roupas de trabalho; sobrava só a roupa de domingo para guardar no guarda-roupa. Fabricou também muitas carroças, tinha uma ferraria onde fabricava e reformava as carroças.
Além de casas, trabalhou construindo moinhos, serrarias, rodas d’água, soque de erva-mate; calculava com precisão a rotação necessária das rodas d’água e polias ligadas a correias, para cada tipo de atividade.
Tinha uma preocupação grande com meio ambiente, chegou a fazer parte de uma associação para coleta de sementes de árvores nativas, pois cada vez se tornava difícil ver um cedro, guajuvira, pinheiro, etc. A ideia era que após a coleta a prefeitura ou a associação produzisse as mudas para serem replantadas no município. Era radicalmente contra caça de qualquer espécie.
Aprendeu o ofício de mecânico no quartel e parte do próprio esforço, sabia tudo de mecânica de automóveis, se alguém tinha carro enguiçado chamavam o Adolfo para “dar um jeito”.
Tinha em casa um pequeno estoque remédios veterinários, por isso quando alguém tinha uma vaca doente podia recorrer aos remédios ali disponíveis, na maioria das vezes conseguia resolver o problema sem gastos maiores com a vinda de veterinário da cidade, sempre orientava a aplicação do remédio mas apropriado.
Era comum, mesmo cansado do serviço diário, Adolfo rezar o terço (de joelhos). Todos os domingos o terço era rezado na capela, na quaresma todas as noites era rezada a via-sacra. Não faltava uma missa rezada pelo Frei Policarpo, que atendia a capela de Independência. Muito devoto de Nossa Senhora, participou da Congregação Mariana por muitos anos. Com a abertura da igreja, Adolfo foi convidado a se tornar Ministro da Eucaristia; atuando fervorosamente até sua morte.
Observação
Norma Jurídica Relacionada