Projeto de Lei Ordinária nº 107 de 2023

Identificação Básica

Tipo de Matéria Legislativa

Projeto de Lei Ordinária

Ano

2023

Número

107

Data de Apresentação

10/08/2023

Número do Protocolo

2694

Tipo de Apresentação

Escrita

Numeração

  • 107/2023

Outras Informações

Apelido

Denominação de Próprios Municipais

Dias Prazo

 

Matéria Polêmica?

Não

Objeto

Fica denominada de “Cândido Bertotto” a bacia de contenção do Bairro Pinheirinho

Regime Tramitação

Regime Normal

Em Tramitação?

Não

Data Fim Prazo

 

Data de Publicação

 

É Complementar?

Não

Origem Externa

Tipo

 

Número

 

Ano

 

Local de Origem

 

Data

 

Dados Textuais

Ementa

Altera dispositivo da Lei nº 5.413, de 10 de outubro de 2019, a qual denominou de “Ulisses Matioda" a bacia de contenção do Bairro Pinheirinho.

Indexação

Fica denominada de “Cândido Bertotto” a bacia de contenção do Bairro Pinheirinho localizada nas Ruas Lupicínio Rodrigues e Fiorelo Zandoná, Bairro Pinheirinho, Pato Branco, Paraná.

Observação

VIDA E HISTÓRIA DE Cândido Bertotto

Cândido Bertotto nasceu em 02 de outubro de 1935 na cidade de Garibaldi, Rio Grande do Sul, filho de Ferdinando Bertotto e Rosália Constantin Bertotto, é o 7º filho dentre 11 irmãos.

Na década de 1950 sua família imigrou para Santa Catarina, mais precisamente para o interior do estado, no município de Caçador. Ali, passaram a trabalhar com serraria, atividade realizada pela maioria dos imigrantes da época. Era um serviço difícil, pois não existiam equipamentos que atingissem o tamanho das árvores, já aqueles caminhões reboque – únicos que se tinha – uma arvore ocupava todo caminhão.

Em 1960, casou-se com Oliva Cattani. Na mesma época, trabalhou como motorista da Empresa Cattani. Ele contava que era um trabalho árduo, pois os ônibus eram pesados e as estradas de chão não ajudavam muito. Apesar disso, era um serviço que o deixava realizado; achava extremamente gratificante realizar as viagens.

Por volta de 1970, mudaram-se para Pato Branco, onde Cândido passou a trabalhar no ramo de vendas. Inicialmente, lidou com equipamentos agrícolas na antiga Tramac, foi um dos primeiros instrutores no uso de pulverizadores e equipamentos agrícolas, posteriormente, passou a vender caminhões junto ao grupo Cattani S/A. Lá permaneceu até se aposentar e se afastar para cuidar da saúde.

Após sua recuperação, voltou a trabalhar com madeira. Saía cedo de casa com sua Mercedes Bens 608, parava na Lanchonete Sabiá, muitas vezes a esperava abrir, tomava o seu café e seguia no trecho para comprar e vender madeira.

Por volta de 1984, adquiriu um sítio no Bairro Pinheirinho, que por um certo tempo foi utilizado para plantio, criação de animais como vacas leiteiras e demais atividades típicas de pequenas propriedades rurais da época. No ano de 1986, decidiu pelo loteamento da propriedade; no entanto, Cândido não tinha muita preocupação com quem ia comprar seus terrenos, de maneira que vendia para as pessoas que precisavam, que pagavam como podiam. Com o andamento dos loteamentos, acabou colaborando com a ampliação e melhoria da rua Ivaí, que nos dias de hoje é uma importante via de ligação da rodovia ao centro da cidade.

A infraestrutura do bairro Pinheirinho também teve reflexo desse desenvolvimento, ganhou a Escola Municipal Gênesis, e também a Associação da Prefeitura.

Cândido Bertotto faleceu em 05 de agosto de 2002, deixando sua esposa Oliva Maria Bertotto, seus filhos Fernando Bertotto e Carla Cattani Bertotto, além disso sua nora Márcia Aparecida Bertotto e seus netos Fernando Bertotto filho e Luis Eduardo Bertotto.

- Além disso, Cândido Bertotto era um homem de muita fé. Todo domingo frequentava a missa na Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, e gostava das festividades religiosas. Ele ainda apreciava queijos, salames e vinhos coloniais - gosto que adquiriu nos tempos de roça e manteve ao longo de sua vida.

- Segundo sua esposa Oliva, Cândido era um marido caseiro, zeloso com a família e os filhos, pai presente, os netos ele adorava, lembra das muitas vezes que chegava em casa, ia buscar ou pedia para Oliva buscar os netos Fernando e Luis, os colocava em sua caminhonete rumo a algum mercado do bairro comprar salgadinhos e refrigerantes. Também da MB 608, que teve que aprender dirigir para assim facilitar os serviços do sítio, que não eram poucos.

- Seu Filho Fernando conta que adquiriu o hábito de pescar com o pai; muitas vezes, Cândido ia para o interior visitar clientes e levava consigo o filho ainda novo, que se divertia nos açudes e nas roças, sem contar as paradas em beiras de rio para TENTIAR ALGUNS LAMBARIS.
A velha Brasília agregava emoção nas viagens de família, ia-se até Caçador visitar avós, tios, primos, a estrada era de chão, demorava quase um dia de viagem, mesmo assim eram prazerosa, parava-se no Horizonte comprar o almoço e mais adiante nas sombras das arvores para um belo piquenique, na chegada a recepção eram sempre com muita a alegria e entusiasmo.

- Sua filha Carla diz que: Se eu pudesse escrever uma história, seria a melhor história alguma vez já contada, de um bondoso e amoroso pai, com um coração repleto de ternura! Homem trabalhador, honesto e temente a Deus. É assim q ele está vivo, para sempre, em mim!

- Sua nora Márcia, por sua vez, lembra dos almoços e festas, como o sogro bem gostava de participar, mesmo sento até certo ponto tímido, reservado, mas presente. A tradição de domingo era o churrasco.
Preocupado como sempre com a família, não esquece das caronas para escola Premem onde era professora pois era longe, e nem sempre marido podia levar ou buscar.

- Seus netos, Fernando e Luis, lembram com saudades de jogar futebol com o avô e das batatinhas fritas que não podiam faltar após uma jogada. Outro elemento que ficou fortemente gravado na lembrança eram os fogos de artifício, não era apenas no dia 12 de outubro, mas também em qualquer outra oportunidade de comemorar. Seguidamente convidava os netos para a soltura de fogos, que recordam que suas alegrias eram ver o avô acender os foguetes e sair correndo, já meio cambaleando e debilitado pela saúde, mas com muita felicidade por estar com seus netos.

A imagem que Cândido deixou na memória é a de um homem trabalhador e de fé, não havia tempo ruim, com sol, com chuva, frio ou calor, nada o impedia de exercer suas atividades, até o momento em que a saúde o impediu.
Para a família, seu legado que permanece é a de que sempre devemos ajudar as pessoas ao nosso redor, não importa a forma, nem cor, nem credo, nem classe social, ajudar é ajudar.
Protocolo: 2694/2023, Data Protocolo: 10/08/2023 - Horário: 17:18:11
Data Votação: 4 de Outubro de 2023
9 de Outubro de 2023