Projeto de Lei Ordinária nº 14 de 2026
Identificação Básica
Tipo de Matéria Legislativa
Projeto de Lei Ordinária
Ano
2026
Número
14
Data de Apresentação
30/01/2026
Número do Protocolo
112
Tipo de Apresentação
Escrita
Texto Original
Numeração
- 14/2026
Outras Informações
Apelido
Denomina via pública de “Antonio Balbinotti”
Dias Prazo
Matéria Polêmica?
Não
Objeto
Denomina via pública de “Antonio Balbinotti”
Regime Tramitação
Regime Normal
Em Tramitação?
Sim
Data Fim Prazo
Data de Publicação
É Complementar?
Não
Origem Externa
Tipo
Número
Ano
Local de Origem
Data
Dados Textuais
Ementa
Denomina via pública de “Antonio Balbinotti”.
Indexação
Fica denominada de “Antonio Balbinotti” via pública situada no Loteamento Vista do Vale 01, no Bairro Pagnoncelli, no Município de Pato Branco, Paraná
BIOGRAFIA “ANTONIO BALBINOTTI”
Antonio Balbinotti nasceu em 4 de maio de 1924, no município de Paim Filho, no Rio Grande do Sul. Em 26 de agosto de 1944, casou-se com Ema Rufatto Balbinotti, natural da mesma cidade, em cerimônia realizada na Igreja Nossa Senhora do Caravaggio, hoje Santuário de Paim Filho.
Em setembro daquele mesmo ano, o casal mudou-se para o Paraná, fixando residência no interior de Pato Branco, na localidade de Cachoeirinha, atualmente Capela Nossa Senhora do Carmo. A mudança ocorreu junto com amigos e familiares, enfrentando inúmeras dificuldades já na viagem, inclusive a quebra do caminhão que transportava a mudança, obrigando-os a deixar parte dos pertences sob a guarda de moradores locais até que pudessem buscá-los posteriormente.
Ao chegarem à nova localidade, Antonio e Ema precisaram carregar seus pertences por cerca de dois quilômetros, a pé e nas costas, passando a morar inicialmente em um galpão dividido com uma estrebaria. A vida no campo foi marcada por muito esforço, trabalho braçal e superação. Antonio enfrentou doenças, escassez de recursos financeiros e poucas alternativas na época, mas nunca desistiu. Com o apoio de pessoas que acreditaram em seu potencial, conseguiu adquirir terras e iniciar sua trajetória na agricultura no município de Pato Branco.
Produzia praticamente tudo o que a família consumia, plantando e colhendo com o uso de ferramentas simples como enxada, foice, arado, carroça e cavalo. Criava diversos animais e vinha à cidade de Pato Branco a cavalo para vender ou trocar produtos por itens essenciais, como café e tecidos, que sua esposa utilizava para confeccionar as roupas da família.
Na década de 1960, construiu sua própria casa com madeira extraída da terra que havia adquirido, utilizando espécies como pinheiro, cedro e grápia. Nesse mesmo período, contribuiu de forma significativa para a construção da Capela Nossa Senhora do Carmo, doando madeira e dedicando cerca de 60 dias de trabalho voluntário. Por mais de 20 anos, participou ativamente da vida religiosa da comunidade, rezando o terço, catequizando crianças e integrando a diretoria da capela.
Também atuou como voluntário na construção do Pavilhão São Pedro, deslocando-se diariamente a cavalo e retornando somente ao final do dia, após intenso trabalho braçal. Viveu ainda um período de conflitos agrários na região, enfrentando disputas por terras, sempre defendendo o direito dos agricultores.
Em 1972, mudou-se com a família para a área urbana de Pato Branco, buscando melhores oportunidades de estudo para os filhos. Na cidade, adquiriu uma pensão localizada na Rua Caramuru, em uma casa de madeira construída por volta de 1930.
Antonio e Ema Balbinotti tiveram onze filhos, dos quais dez estão vivos: Egídio, Jandira, Nelson, Florindo, Rosa, Lourdes, Elza, Celso, Carlos e Valcir. Um filho faleceu ainda bebê, fato marcante e profundamente doloroso em sua vida. A família também conta com 21 netos, 12 bisnetos e 2 tataranetos.
Antonio Balbinotti faleceu em 2 de janeiro de 1999, no Hospital São Lucas, em decorrência de uma parada cardíaca fulminante.
Homem honesto, ético, trabalhador, profundamente religioso e comprometido com a família e a comunidade, Antonio Balbinotti é lembrado como um verdadeiro pioneiro, desbravador e exemplo de coragem. Sua trajetória se confunde com a própria história de desenvolvimento do município de Pato Branco.
A designação de seu nome a uma via pública representa uma justa homenagem e um motivo de orgulho para seus familiares e para toda a comunidade, perpetuando a memória de um cidadão que contribuiu de forma significativa para a construção da cidade.
BIOGRAFIA “ANTONIO BALBINOTTI”
Antonio Balbinotti nasceu em 4 de maio de 1924, no município de Paim Filho, no Rio Grande do Sul. Em 26 de agosto de 1944, casou-se com Ema Rufatto Balbinotti, natural da mesma cidade, em cerimônia realizada na Igreja Nossa Senhora do Caravaggio, hoje Santuário de Paim Filho.
Em setembro daquele mesmo ano, o casal mudou-se para o Paraná, fixando residência no interior de Pato Branco, na localidade de Cachoeirinha, atualmente Capela Nossa Senhora do Carmo. A mudança ocorreu junto com amigos e familiares, enfrentando inúmeras dificuldades já na viagem, inclusive a quebra do caminhão que transportava a mudança, obrigando-os a deixar parte dos pertences sob a guarda de moradores locais até que pudessem buscá-los posteriormente.
Ao chegarem à nova localidade, Antonio e Ema precisaram carregar seus pertences por cerca de dois quilômetros, a pé e nas costas, passando a morar inicialmente em um galpão dividido com uma estrebaria. A vida no campo foi marcada por muito esforço, trabalho braçal e superação. Antonio enfrentou doenças, escassez de recursos financeiros e poucas alternativas na época, mas nunca desistiu. Com o apoio de pessoas que acreditaram em seu potencial, conseguiu adquirir terras e iniciar sua trajetória na agricultura no município de Pato Branco.
Produzia praticamente tudo o que a família consumia, plantando e colhendo com o uso de ferramentas simples como enxada, foice, arado, carroça e cavalo. Criava diversos animais e vinha à cidade de Pato Branco a cavalo para vender ou trocar produtos por itens essenciais, como café e tecidos, que sua esposa utilizava para confeccionar as roupas da família.
Na década de 1960, construiu sua própria casa com madeira extraída da terra que havia adquirido, utilizando espécies como pinheiro, cedro e grápia. Nesse mesmo período, contribuiu de forma significativa para a construção da Capela Nossa Senhora do Carmo, doando madeira e dedicando cerca de 60 dias de trabalho voluntário. Por mais de 20 anos, participou ativamente da vida religiosa da comunidade, rezando o terço, catequizando crianças e integrando a diretoria da capela.
Também atuou como voluntário na construção do Pavilhão São Pedro, deslocando-se diariamente a cavalo e retornando somente ao final do dia, após intenso trabalho braçal. Viveu ainda um período de conflitos agrários na região, enfrentando disputas por terras, sempre defendendo o direito dos agricultores.
Em 1972, mudou-se com a família para a área urbana de Pato Branco, buscando melhores oportunidades de estudo para os filhos. Na cidade, adquiriu uma pensão localizada na Rua Caramuru, em uma casa de madeira construída por volta de 1930.
Antonio e Ema Balbinotti tiveram onze filhos, dos quais dez estão vivos: Egídio, Jandira, Nelson, Florindo, Rosa, Lourdes, Elza, Celso, Carlos e Valcir. Um filho faleceu ainda bebê, fato marcante e profundamente doloroso em sua vida. A família também conta com 21 netos, 12 bisnetos e 2 tataranetos.
Antonio Balbinotti faleceu em 2 de janeiro de 1999, no Hospital São Lucas, em decorrência de uma parada cardíaca fulminante.
Homem honesto, ético, trabalhador, profundamente religioso e comprometido com a família e a comunidade, Antonio Balbinotti é lembrado como um verdadeiro pioneiro, desbravador e exemplo de coragem. Sua trajetória se confunde com a própria história de desenvolvimento do município de Pato Branco.
A designação de seu nome a uma via pública representa uma justa homenagem e um motivo de orgulho para seus familiares e para toda a comunidade, perpetuando a memória de um cidadão que contribuiu de forma significativa para a construção da cidade.
Observação